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O sono adequado parece ser um privilégio para muitos. Por diversos motivos, noites de sono são trocadas por outras atividades, causando alterações fisiológicas que podem ser gatilhos para algumas doenças1.

Alguns estudos mostram que os distúrbios do sono podem predispor o ganho de peso, sendo um risco para o desenvolvimento de doenças metabólicas2. Ainda, a redução de melatonina – hormônio do sono, produzido a partir da serotonina – parece desencadear resistência à insulina, por interferir na cascata mediada por este hormônio3,4.

A privação do sono também gera alterações nos níveis de cortisol, e este desequilíbrio está associado a depressão, compulsão alimentar, cansaço, falta de concentração, problemas intestinais e inflamação sistêmica 5,6.

Além de todas essas consequências, os distúrbios do sono podem resultar em problemas imunológicos, deixando o indivíduo mais vulnerável a infecções. Um estudo recente, conduzido pela Universidade de Tuebingen/Alemanha, mostrou que o sono profundo foi responsável por equilibrar a diferenciação de células T – importantes componentes do nosso sistema imunológico, que favorece a memória imunológica. Com isso, o sono profundo é sugerido para fortalecer as reações imunológicas e prevenir a imunossupressão 7.

É importante ressaltar que o aporte adequado de nutrientes é essencial para melhorar o sono. Neste critério, nutrientes como triptofano, magnésio e vitaminas do complexo B podem auxiliar na síntese de melatonina, e assim, favorecer a qualidade do sono8.  Estas condutas devem ser avaliadas e orientadas por um nutricionista de acordo com os sinais e sintomas apresentados.

Referências Bibliográficas

  1. IRANZO, A. Sleep in neurodegenerative diseases. Sleep Med Clin; 11(1):1-18, 2016.
  2. FERREL, J.M.; CHIANG, J.Y. Circadian rhythms in liver metabolism and disease. Acta Pharm Sin B; 5(2):113-22, 2015.
  3. BLAZEJOVÁ, K.; NEVSÍMALOVÁ, S.; ILLENOROVÁ, H. et al. Sleep disorders and the 24-hour profile of melatonin and cortisol. Sb Lek; 101(4):347-51, 2000.
  4. HIROTSU, C.; TUFIK, S.; ANDERSEN, M.L. Interactions between sleep, stress, and metaboslim:  from physiological to pathological conditions. Sleep Sci; 8(3):143-52, 2015.
  5. ARCHER, S.N.; OSTER, H. How sleep and wekefulness influence circadian rhythmicity: effects of insufficient and mistimed sleep on the animal and human trasncriptome. J Sleep Res; 24(5):476-93, 2015.
  6. MORGAN, D.; TSAI, S.C. Sleep and the endrocrine system. Sleep Med Clin; 11(1):115-26, 2016.
  7. WESTERMANN, J.; LANGE, T.; TEXTOR, J. et al. System consolidation during sleep- a commom principle underlying psychological and immunological memory formation. Trends Neurosci; 38(10):585-97, 2015.
  8. NAWAZ, M.A.; HUANG, Y.; BIE, Z. et al. Melatonin: current status and future perspective in plant science. Front Plant Sci; 2016.

 

 

FINAL

 

A luteína e a zeaxantina são carotenoides considerados como potentes antioxidantes e anti-inflamatórios, fato que tem despertado grande interesse pelos pesquisadores que buscam por alternativas para prevenir doenças que são desencadeadas pelo aumento do estresse oxidativo1.

As doenças oculares – como catarata, glaucoma e degeneração macular – são as mais citadas na comunidade científica como beneficiadas por estes carotenoides. Muitos estudos mostram que o consumo regular de luteína e zeatina pode prevenir os estágios primários destas doenças, bem como reduzir a evolução de estágios mais avançados 2,3.

Ainda, os carotenoides são citados na prevenção de outras condições patológicas, especialmente as que são associadas com o envelhecimento, já que o aumento do estresse oxidativo é mais evidente nesta faixa etária, justificado pelo processo fisiológico de senescência celular4.

A doença de Alzheimer, por exemplo, é uma desordem neurodegenerativa altamente prevalente na população idosa, caracterizada por declínio progressivo da função cognitiva4,5. Um estudo conduzido na Irlanda, com 31 indivíduos diagnosticados com doença de Alzheimer, correlacionou a administração de suplementação de zeaxantina combinada com luteína, por 6 meses, com melhora na função cognitiva6.

Embora o estudo tenha sido conduzido com a suplementação destes compostos bioativos, devemos considerar e priorizar o consumo alimentar regular das fontes – como vegetais verdes folhosos e alimentos alaranjados7. Desta forma é possível aproveitarmos todos os compostos antioxidantes presentes nestes alimentos, além de vitaminas, minerais e fibras, que também são essenciais para equilíbrio de todas as nossas funções orgânicas.

Referências Bibliográficas

  1. MANIKANDAN, R.; THIAGARAJAN, R.; GOUTHAM, G. et al. Zeaxanthin and ocular health, from bench to bedside. Fitoterapia; 109:58-66, 2016.
  2. CHEN, S.J.; LEE, C.J.; LIN, T.B. et al. Inhibition of ultraviolet B induced expression of the proinflammatory cytokines TNF-alfa and VEGF in the cornea by fucoxanthin treatment in a rat model. Mar Drugs; 14(1):13, 2016.
  3. OREKHOV, P.S.; KLOSE, D.; MULKIDJANIAN, A.Y. et al. Signaling and adaptation modulate the dynamics of the photosensoric complex of natronomas pharaonic. PLoS Comput Biol; 11(10):e1004561, 2015.
  4. PLUMMER, S.; VAN DEN HEUVEL, C.; THORNTON, E. et al. The neuroprotective properties of the amyloid precursos protein following traumatic brain injury. Aging Dis; 7(2):163-79, 2016.
  5. ONYANGO, I.G.; DENNIS, J.; KHAN, S.M. Mitochondrial dysfunction in Alzheimer´s disease and the rationale for bioenergetics based therapies. Aging Dis; 7(2):201-14, 2016.
  6. NOLAN, J.M.; LOSKUTOVA, E.; HOWARD, A. et al. The impact of supplemental macular carotenoids in Alzheimer´s disease: a randomized clinical trial. J Alzhemers Dis; 44(4):1157-69, 2015.
  7. SCIPSEMA, N.K.; HU, D.N.; ROSEN, R.B. Lutein, Zeaxanthin and meso-zeaxanthin in the clinical management of the eye disease. J Ophthalmol; 2015:865179, 2015.

 

1

Atualmente, a vitamina D é um dos nutrientes mais estudados, devido aos seus benefícios na prevenção de diversas doenças1,2. Na saúde cardiovascular, por exemplo, a vitamina D é considerada como protetora da saúde endotelial por ser um potente anti-inflamatório. De forma complementar, a vitamina D é sugerida por modular o sistema renina-angiotensina-aldosterona que, em desequilíbrio, aumenta o risco de hipertensão arterial sistêmica. Por consequência, o aumento dos níveis pressóricos gera mais inflamação e lesão no endotélio vascular, sendo um gatilho para outras doenças, como a aterosclerose3,4.

No sistema nervoso central, a vitamina D também é essencial e a sua administração é correlacionada com a melhora de funções cognitivas e redução de prevalência de doenças neurodegerativas – especialmente em idosos, população mais acometida por estas condições5.

Na saúde óssea, a vitamina D é considerada como imprescindível por favorecer a absorção de cálcio pelo intestino, e estimular a proliferação de osteoblastos – células responsáveis pela síntese de componentes orgânicos da matriz óssea, e que são reduzidas no processo de senescência celular6.

Recentemente, um estudo realizado em Nova York mostrou que a deficiência de vitamina D pode ser prejudicial para a saúde ocular. Ao avaliarem as concentrações sanguíneas de vitamina D em 913 mulheres, com faixa etária entre 54 e 75 anos, os autores verificaram que níveis deficientes desta vitamina podem aumentar o risco de degeneração macular relacionada à idade, em pacientes que apresentaram maior predisposição genética7.

Desta forma, o consumo adequado de fontes de vitamina D ou a suplementação, se necessária, deve ser orientada para a prevenção de doenças prevalentes, especialmente na fase do envelhecimento.

Referências Bibliográficas

  1. FRASER, W.D.; MILAN, A.M. Vitamin D assays: past and present debates, difficulties, and developments. Calcif Tissue Int; 92(2):118-27,2013.
  2. MOON, J.H. The relationship between nutrition and frailty: effects of protein intake, nutritional supplementation, vitamin D and exercise on muscle metabolism in the elderly: a systematic review. Maturitas;
  3. LIU, W.C.; WU, C.C.; HUNG, Y.M. et al. Pleitropic effects of vitamin D in chronic kidney disease. Clin Chim Acta; 453:1-12,2016.
  4. NAKASHIMA, A.; YOKOYAMA, K.; YOKOO, T. et al. Role of vitamin D in diabetes mellitus and chronic kidney disease. World J Diabetes; 7(5):89-100,2016.
  5. MOON, J.H. Endocrine risk factors for cognitive impairment. Endocrinol Metab;
  6. YANG, D.; ANDERSON, P.H.; TURNER, A.G. et al. Comparison of the biological effects of exogenous and endogenous 1,25-dihydroxyvitamin D3 on the mature osteoblast cell line MLO-A5. J Steroid Biochem Mol Biol;
  7. MILLEN, A.E.; MEYERS, K.J.; LIU, Z. et al. Association between vitamin D status and age-related macular degeneration by genetic risk. JAMA Ophthamol; 133(10):1171-9,2015.

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A sarcopenia é um processo fisiológico que ocorre ao longo dos anos, marcado pela redução da função muscular, que leva à maior degradação proteica e redução da capacidade de força1,2.

Esta condição é atrelada a algumas alterações celulares, evidentes no envelhecimento3. O fator de transcrição ATF4 é um gatilho sugerido neste processo de atrofia muscular, sendo sua expressão gênica evidente no envelhecimento4.

Alguns estudos sugerem que este fator de transcrição seja responsável por reduzir alguns sinalizadores de síntese proteica no meio intracelular que, por consequência, prejudica marcadores de força e hipertrofia5.

Pesquisadores da Universidade de Iowa (EUA) identificaram dois compostos bioativos que podem reduzir a evolução da sarcopenia – o ácido ursólico e tomatidina, encontrados respectivamente na maçã e no tomate verde6.  Ao administrarem estas substâncias, em ratos, os autores observaram redução na expressão gênica de ATF4, fato interessante para evitar perdas musculares que interferem nas capacidades físicas do idoso6.

Embora o estudo tenha sido conduzido em modelo animal, vale ressaltar que estas substâncias podem ser obtidas por meio do consumo regular destes alimentos. Ainda, é importante considerar os outros compostos bioativos – além de vitaminas, minerais e fibras – encontrados nestes alimentos, que certamente irão colaborar com benefícios à saúde.

Referências bibliográficas.

  1. KIM, H.; HIRANO, H.; EDAHIRO, A. et al. Sarcopenia: prevalence and associated factors based on different suggested definitions in community-dwelling older adults. Geriatr Gerontol Int; 1:110-22, 2016.
  2. SOUSA-VICTOR, P.; MUNOZ-CANOVES, P. Regenerative decline of stem cells in sarcopenia. Mol Aspects Med; 2016
  3. MARSHALL, S.; Protein-energy malnutrition in the rehabillitation setting: evidence to improve identification. Maturitas; 86:77-85, 2016.
  4. LEE, M.S. Effect of mitochondrial stress on systemic matabolism. Ann N Y Acad Sci; 1350:61-5, 2015.
  5. PUSCHECK, E.E.; AWONUGA, A.O.; YANG, Y. et al. Molecular biology of the stress response in the early embryo and its stem cells. Adv Exp Med Biol; 843:77-128, 2015.
  6. EBERT, S.M.; DYLE, M.C.; BULLARD, S.A. Identification and small molecule inhibition of na activating transcription factorr 4 (ATF4)- dependent pathway to age-related skeletal muscle weakness and atrophy. J Biol Chem; 290(42):25497-511, 2015.

postagem fito

A promessa de resultados no emagrecimento pelas plantas faz com que muitos busquem pela fitoterapia. Mas será que todas as plantas sugeridas para o emagrecimento são seguras e efetivas para este objetivo?

O Citrus aurantium (famosa laranja amarga 🍊👅 )  tem sido utilizada para aumentar a termogênese, entretanto, dosagens altas desta planta geram taquicardia e aumentam a ansiedade, um efeito indesejável para quem quer reduzir o consumo alimentar.

Com mecanismo de ação semelhante, a Caméllia sinensis, popularmente conhecida como chá verde, também promete aumentar a termogênese e ativar vias de lipólise. Porém, o uso indiscriminado – inclusive na forma de infusão – é correlacionado com redução na função tireoidiana, prejudicando a produção de hormônios que são importantes para o nosso metabolismo.

O alcaçuz é outra planta utilizada para emagrecimento, e sua administração em longos períodos pode alterar a função da adrenal, predispondo ao quadro de fadiga e cansaço excessivo.

Portanto, as plantas devem ser utilizadas com muita cautela, pois os efeitos colaterais podem ser irreversíveis. Alerta para Nutricionistas que pretendem utilizar esta interessante e eficaz terapia para melhorar os atendimentos clínicos. ➡️ A VP possui curso de pós graduação em fitoterapia, que vai te proporcionar muitos conhecimentos nesta área, e prescrições mais seguras!

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O consumo de bebidas açucaradas, em diferentes partes do mundo, tem aumentado de maneira expressiva, principalmente no continente americano1.

Como já relatamos em posts anteriores, o consumo destas bebidas aumenta substancialmente os riscos de diversas doenças crônicas não-transmissíveis, principalmente diabetes do tipo 2, resistência à insulina, doenças hepáticas, obesidade, neurotoxicidade e doenças cardiovasculares, envolvendo mecanismos como estresse oxidativo, glicotoxicidade, alterações no metabolismo lipídico e inflamação2-4. Isso ocorre devido à presença de açúcar adicionado na forma de xarope de milho rico em frutose ou açúcar de mesa (a base de sacarose, que é a junção da glicose com a frutose).

Nossa principal fonte de frutose natural na dieta vem das frutas frescas, que são extremamente benéficas à saúde. Entretanto, muitos produtos industrializados são adoçados com produtos a base de frutose artificial em grandes quantidades, o que representa um perigo à saúde.

Neste sentido, um estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Harvard, reitera os efeitos deletérios do consumo destas bebidas sobre a saúde cardiovascular e salienta o risco aumentado para o desenvolvimento de diabetes do tipo 25. A revisão, que incluiu meta-análises e estudos epidemiológicos recentes, evidenciou que o consumo diário de uma ou duas porções desse tipo de bebidas eleva em 26% o risco para diabetes do tipo 2, em 35% o risco de ataques cardíacos ou doença cardíaca fatal e em 16% o risco para acidente vascular cerebral. Os pesquisadores ainda discutiram que a frutose – um monossacarídeo altamente presente nestas bebidas por meio da adição de xarope de milho ou sacarose – pode ser um fator determinante para o desenvolvimento destas doenças, uma vez que no processo de metabolização hepática esta frutose pode ser convertida em triacilglicerídeos, os quais em níveis elevados aumentam os riscos de resistência à insulina e, quando acumulados no fígado, podem desencadear esteatose hepática não alcoólica5.

Desta maneira, os pesquisadores alertam que limitar o consumo de bebidas industrializadas açucaradas ou do açúcar de adição é uma conduta determinante para a prevenção do ganho de peso e doenças cardiometabólicas5.

Referências Bibliográficas

1- SINGH, G.M. et al. Global, Regional, and National Consumption of Sugar-Sweetened Beverages, Fruit Juices, and Milk: A Systematic Assessment of Beverage Intake in 187 Countries. PLoS One; 10(8):e0124845, 2015.

2- STANHOPE, K.L.; MEDICI, V.; BREMER, A.A. et al. A dose-response study of consuming high-fructose corn syrup-sweetened beverages on lipid/lipoprotein risk factors for cardiovascular disease in Young adults. Am J Clin Nutr; 101(6):1144-54, 2015.

3- HSU, T.M.; KONANUR, V.R.; TAING, L. et al. Effects of sucrose and high fructose corn syrup consumption on spatial memory function and hippocampal neuroinflammation in adolescent rats. Hippocampus; 25(2):227-239,2015.

4- KELISHADI, R.; MANSOURIAN, M.; HEIDARI-BENI, M. Association of fructose consumption and components of metabolic syndrome in human studies: a systematic review and meta-analysis. Nutrition; 30(5):503-10, 2014.

5- MALIK, V.S.; HU, F.B. Fructose and cardiometabolic health: what the evidence from sugar-sweetened beverages tells us. J Am Coll Cardiol; 66:1615-1624, 2015.

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A mitocôndria é a uma das organelas celulares mais estudas, por ser essencial para a regulação de uma série de processos celulares, como o metabolismo energético1-3.

Sua disponibilidade no citosol é dependente de alguns estímulos externos, fisiológicos e patológicos. O envelhecimento, por exemplo, é uma condição fisiológica que predispõe maior degradação de mitocôndrias, devido a redução de PGC-1 alfa (co-ativador 1 alfa do receptor ativado por proliferador do peroxissoma) – componente responsável pelo aumento em massa e em quantidade de mitocôndrias no meio intracelular4,5.

O aumento das espécies reativas de oxigênio – geradas por estímulos externos como estresse físico e má alimentação – também proporcionam maior degradação de mitocôndrias. Por consequência, vias metabólicas são prejudicadas, fato que eleva o risco de diversas doenças como obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão, entre outras6.

Esses prejuízos celulares podem ser minimizados com a adequada oferta de nutrientes e fitoquímicos, que atuarão no processo de biogênese mitocondrial6.

O ácido alfa lipóico é relatado como um co-fator essencial para as reações que envolvem as mitocôndrias, por aumentar os níveis de PGC1 alfa. Além disso, é conhecido pelo seu efetivo poder antioxidante, sendo proposto para tratamento e prevenção de diversas doenças que são desencadeadas pelo aumento no estresse oxidativo7,8.

Com efeito similar, o resveratrol também é sugerido para aumentar o processo de biogênese mitocondrial. Estudos mostram que o resveratrol estimula a expressão gênica de SIRT-1 (Sirtuina 1) e estimula AMPK (proteína quinase ativada por AMP), importantes proteínas que participam da ativação da PGC-1α e, por sequência, intensificam as reações do metabolismo energético9.

             Em nosso I Congresso Norte/Nordeste de Nutrição Clínica e Esportiva Funcional, que acontecerá em Fortaleza, entre os dias 12 e 14 de maio, o Dr. Gabriel de Carvalho abordará este tema, e trará novidades para serem utilizadas na prática clínica do nutricionista.

Referências Bibliográficas

1.CHISTIAKOV, D.A.; SOBENIN, I.A.; REVIN, V.V. et al. Mitochondrial aging and age-related dysfunction of mitochondria. Biomed Res Int; 2014:1-7,2014.

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3.GAO, A.W.; CANTÓ,C.; HOUTKOOPER, R.H. Mitochondrial response to nutrient availability and its role in metabolic disease. EMBO Mol Med; 6(5):580-589,2014.

4-RUETENIK, A.; BARRIENTOS, A. Dietary restriction, mitochondrial function and aging: from yeast to humans. Biochim Biophys Acta; 2015.

5- CRANE, J.D.; DEVRIES, M.C.; SAFDAR, A. et al. The effect of aging in skeletal muscle mitochondrial and intramyocellular lipid ultrastructure. The Journals of gerontology series A; 65(2):119-128,2010.

6- ZHU, J.; WANG, K.Z.Q.; CHU, C.T. Mitochondrial biogenesis, mitophagy and cell survival. Autophagy; 9(11):1663-1676,2013.

7-DORSAM, B.; FAHRES, J. The disulfide compound alfa-lipoic acid and its derivatives: a novel class of anticâncer agentes targeting mitochondria. Cancer Latt; 371(1):12-9, 2016.

8-WANG, Y.; LI, X.; GUA, Y. et al. Alpha-lipoic acid increases energy expenditure by enhancing adenosine monophosphate-activated protein kinase-peroxisome proliferator-activated receptor-gamma coactivator-1 alpha signaling in the skeletal muscle of aged mice. Metabolism; 59(7):967-76,2010.

9- PEARSON, K.J.; BAUR, J.A.; LEWIS, K.N. et al. Resveratrol delays age-related deterioration and mimics transcriptional aspects of dietary restriction without extending life span. Cell Metab; 8(2):157-68,2008.

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Diversos estudos mostram que a disbiose intestinal – alteração da microbiota intestinal com maior proliferação de bactérias patogênicas – é um gatilho relevante para alguns tipos de doenças como o câncer de cólon1,2.

Como mecanismo, as bactérias patogênicas são capazes de induzir o aumento na transcrição de citocinas pró-inflamatórias que irão contribuir para o desenvolvimento da doença. Além disso, é proposto que as bactérias patogênicas sejam responsáveis por danos celulares, especialmente em DNA, gerando maior risco de alterações nas células intestinais4.

O Câncer de cólon é o terceiro tipo de câncer mais comum no mundo, e atinge altos índices de mortalidade. Desta forma, estratégias nutricionais são necessárias tanto para a prevenção, quanto tratamento desta condição5.

Recentemente, um estudo realizado no Texas mostrou o potencial da ameixa seca em prevenir o desenvolvimento de câncer de cólon. Os autores do estudo identificaram correlação positiva entre a administração de ameixa seca e o aumento na proliferação de bactérias probióticas, bem como a redução de bactérias patogênicas6.

Ainda, os autores observaram que os compostos fenólicos da ameixa seca foram capazes de neutralizar os efeitos dos radicais livres que podem gerar danos no DNA, devido ao seu interessante poder antioxidante.  A redução de células mutadas foi um indicador da efetividade do tratamento com ameixa seca6.

Embora seja um dado avaliado em modelo animal, deve-se considerar que a ameixa é rica em vitaminas, minerais e fitoquímicos que serão benéficos para o equilíbrio de diversas funções em nosso organismo, portanto, o seu consumo deve ser incentivado7.

Referências Bibliográficas

1-GAO, Z.; GUO, B.; GAO, R. et al. Microbiota dysbiosis is associated with colerectal câncer. Front Microbiol; 2015.

2-VIPPERLA, K.; O´KEEFE, S.J. Diet, microbiota, and dysbiosis: a recipe for colorectal câncer. Food Funct; 2016.

3- SHEFLIN, A.M.; WHITNEY, A.K.; WEIR, T.L. Cancer-promoting effects of microbial dysbiosis. Curr Oncol Rep; 16(10):406,2014.

4-WU, N.; YANG, X.; ZHANG, R. et al. Dysbiosis signature of fecal microbiota in colorectal cancer patients. Microb Ecol; 66(2):462-70,2013.

5-BRENNER, H.; KLOOR, M.; POX, C.P. Lancer; 383(9927):1490-502,2014.

6- SEIDEL, D.V.; HICKS, K.K.; TADDEO, S.S. et al. Dried plums modify colon microbiota composition and spatial distribution, and protect against chemically-induced carcinogenesis. 2015 Experimental Biology Conference, 2015.

7- IGWE, E.O.; CHARLTON, K.E. A systematic review on the health effects of plums (Prunus domestica and Prumus salicina). Phytother Res; 2016.